sexta-feira, 30 de março de 2012
quinta-feira, 29 de dezembro de 2011
Eu acredito em Papai Noel
sábado, 22 de outubro de 2011
Lição de casa para o engenheiro civil
terça-feira, 5 de julho de 2011
SONETO DA NOITE
domingo, 6 de fevereiro de 2011
Quem tocará tantas obras?
Particularmente o atual cenário brasileiro no mercado de construção civil deve sofrer um grande impacto quando se deparar com a falta de engenheiros civis, ou pior, engenheiros civis que não entendem absolutamente nada de construção e nem tem interesse no assunto. Por anos a profissão foi relegada a um segundo plano e o “boom” da indústria pegou o mercado desprevenido. Não existem profissionais com conhecimento em obras em número suficiente para administrar as obras que o Brasil tem programado para os próximos 5 anos.
Existem hoje bons engenheiros civis de nível sênior, com mais de 5 anos de experiência em obras, mas são poucos e com uma remuneração bastante elevada por terem se tornado profissionais raros devido a ausência de planejamento na educação voltada a essa indústria.
A equação não é simples e requer planejamento, mesmo em crise, algo que o empresário brasileiro, sobretudo da construção, está acostumado a viver, é preciso preparar os formandos e recém-formados, recrutá-los no momento correto e investir em capacitação. Essa será a chave para abrir a porta que o país precisa passar para se transformar em um país desenvolvido. Assim como para mão-de-obra básica em que se enfrenta a questão da falta de pedreiros, serventes, marceneiros, mestres-de-obras, dentre outros.
O correto recrutamento, feito por especialistas no assunto junto aos investimentos público e privado em qualificação prática desses profissionais de níveis básico, técnico e superior criará um ciclo virtuoso em que tanto a demanda de mercado por novos empreendimentos será alimentada por novos empreendedores que nascerão desses grupos quanto terá na oferta desses mesmos profissionais a base para que a indústria cresça de forma sustentável e atraia crédito na medida em que mostrar potencial do próprio crescimento.
A atração de crédito, principalmente de investidores de longo prazo, os conhecidos fundos de private equity, são motivados pelas melhores oportunidades, essas mensuradas entre risco e retorno. A pequena quantidade de novos engenheiros e a relação de oferta de profissionais contra sua demanda causam um outro problema, perdemos boas oportunidades de investimentos na indústria para nossos irmãos emergentes, principalmente a China.
Fonte: Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP); e Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA).
Dados do INEP e do IPEA mostram que formamos aproximadamente 47 mil engenheiros por ano quando o ideal seriam 80 mil com a economia como é hoje (aproximadamente 7% de crescimento do PIB), ou seja, o crescimento deve ser em escala para que em 2022 alcemos o nível ideal.
Alguns setores, impactados mais rapidamente pelo crescimento como transportes, tem praticado aumentos de até 70% para engenheiros de nível operacional em suas atividades principais, como por exemplo manutenção de ferrovias.
A alternativa de formar profissionais certos para cada negócio e dentro do ambiente organizacional, passa por uma mudança excepcional de cultura, em que as empresas precisam realmente saber que a inversão entre existir mais vagas que profissionais é e se tornará cada vez mais drástica e inversa. O crescimento da economia e de um setor tão importante como o da construção civil está limitado a atrair bem e reter certo.
sexta-feira, 5 de novembro de 2010
Pobre bom senso
As eleições terminaram e os resultados são surpreendentes. Uma virada histórica aconteceu. Não em números, mas em comportamento.
No dia do resultado das Eleições presidenciais em que fomos comunicados de que a candidata Dilma Rousseff (PT) havia sido eleita acompanhei pelo Twitter a tão falada avalanche de citações destiladas como veneno contra nordestinos e nortistas. É como quando Barack Obama foi eleito presidente dos EUA, brancos xingando negros, pessoas iguais que se acham diferentes.
A questão aí é que “o buraco é bem mais em baixo”. Poderia citar a elite torta desse país que ainda sonha com a Exclusiva Corte Portuguesa, mas esse é outro assunto. Falemos do ocorrido em si. Moradores das regiões Sul e Sudeste fizeram uma campanha sugerindo que se “faça um favor a São Paulo, mate um nordestino afogado” ou ainda as inúmeras vezes que publicaram que “O Sul é meu país”.
Pois bem, a notícia que tenho a lhes dar é que o proposto é impossível. Em primeiro lugar a sugestão de “matar um nordestino afogado” é crime. Chama-se preconceito e está regulada pela lei número 7.716/1989. Caso comprovado o fato, o réu estará sujeito a pena de 2 a 5 anos de prisão.
Em segundo lugar a afirmação de que “O Sul é meu país” é ao mesmo tempo impossível e estúpida. Desculpem a franqueza. Impossível pois a separação das unidades da federação não se deu em nenhuma das revoluções já ocorridas com esse fim e por hoje ser protegida pela Constituição Federal. Estúpida porque quem entende um pouco de economia sabe que mesmo sendo economicamente menos desenvolvidas que o Sul, as regiões Norte e Nordeste são os mercados consumidores e fornecedores de maior força aos estados do Sul e Sudeste, ou seja, uma aduana entre esses dois “países” seria mais vantajosa ao Norte e ao Nordeste a princípio. Além do fato de vermos no Sul e no Sudeste um crescimento exponencial dos votos de partidos populares com propostas populistas, o que prova que isso não se deve a origem e sim a educação dessas pessoas.
Discutir problemas em geral com agressividade e raiva, transfigurada de preconceito e um falso teor intelectual é primitivo. Nenhum problema se resolve brigando, muito menos algo tão sério quanto a política de um país como o Brasil.
Aos que se julgam superiores pela sua origem ou opção democrática, sugiro que coloquem a mão na consciência e avaliem sua superioridade. Seria ela real? Seria ela útil? Certamente estarão confusos e perdidos em meio a uma jogada de marketing eleitoral. Pobre bom senso, foi esquecido.
Publicado no Jornal Gazeta de Alagoas de 06/11/2010
quarta-feira, 27 de outubro de 2010
Política começa em casa


