Depois do almoço
Quarta-feira, fria, ensolarada.
Depois de um almoço solitário sentou-se na cadeira de balanço acolchoada e dormiu sem notar. A tevê estava ligada em algum canal europeu e o relógio que avisava a tantos só avisa a ela.
Um choro reprimido pelo medo da loucura, uma voz cansada e um telefonema para alguém que não lhe pode vender nada.
Saudade daquele que lhe amou tanto e lhe disse tantas coisas. Morte.
À mesa da sala uma toalha de crochê, um cristal pesado, maçãs vermelhas e verdes na cozinha, tudo esperando pessoas que não chegam, não existem mais. Apesar de que, estão vivas.
2 Comments:
cara, se é amigo do murilo, já é amigo. é vc que está escrevendo um romance com ele? fiquei curioso a respeito do tema.
abraços.
Opa, sou amigo também, de todos. Veja lá, comentei a do Mundo pequeno. Nessa... hum... não sei bem grande, pra deixar o comment pra depois. Abraço!
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